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Reabertura em Dessau

Em 1925, a Bauhaus reabriu
em Dessau, uma cidade industrial a norte da Alemanha, mais liberal
do que em Weimar e mais rica, graças à industria química e de maquinaria.
Também era ideal, já que nas oficinas da escola praticavam design
para a indústria e a produção em massa, substituído o artesanato.
Levou pouco mais de um ano para que o novo edifício
da Bauhaus (ver imagem ao lado), desenhado por Gropius, a ficar
pronto, graças as mais avançadas técnicas de construção. Tudo estava
reunido sobre o mesmo tecto: as oficias, os gabinetes, a cantina
e os apartamentos dos estudantes. Era a "catedral cristalina"
do Funcionalismo. Este novo edifício da Bauhaus foi um dos primeiros
a surgir na Europa a exprimir a forma da simplicidade e despojamento
de qualquer ornamento e que era característico do novo estilo na
arquitectura conhecido como o Estilo Internacional. Cheio de luz
e bem ordenada, o edifício assemelhava-se mais a um laboratório
do que um escola de arte. Nas oficinas foram desenhadas e produzidas
os mobiliários e acessórios que iriam ser colocadas na escola, seguido
a exigência de novos métodos como a soldadura e novos materiais
como o metal e o vidro.
A cadeira Wassily é um bom exemplo dessa nova
exigência e que se tornaria num dos ícones do mobiliário da sua
época. Desenhada por Kandinsky e criada por Marcel Breuer, a cadeira
era em tiras de couro esticadas sobre uma estrutura soldada, de
aço tubular cromado. Leve, atraente e económica de fabricar, ocupa
muito pouco espaço e aparentava ocupar ainda menos. Uma cadeira
que não seguia os princípios da estética mas sim os da engenharia,
ideal e destinada para interiores pequenos e funcionais para os
lares modernos.
A fotografia era explorada não só como forma de arte,
mas também como meio de comunicação visual através de experiências
com fotomontagem, dupla-exposição e impressão sobreposta. A tipografia
e o design gráfico produziram obras brilhantes e despojadas de qualquer
ornamento. Os tipos de letra e a sua disposição, bem como na publicidade,
foram representados de acordo com a óptica e a teoria da comunicação.
Todo o que era tradicional foi ignorado.
A maior alteração na escola em Dessau foi a introdução
do Departamento de Arquitectura. Os estudantes colaboraram no planeamento
e no design de um bairro social nos subúrbios da cidade de Dessau,
a fim de solucionar uma grave crise de habitação. As novas habitações
foram financiadas pela municipalidade e projectadas de acordo com
os projectos experimentais da casa "am Horn", construída
antes da exposição de 1923 em Weimar. O chefe do departamento da
arquitectura era Hannes Meyer (imagem ao lado), um comunista que
considerava a construção como um ciência. Mais tarde viria
a ser o segundo director da Bauhaus.
Em 1928, Gropius demite-se do cargo de director da
Bauhaus, devido aos constantes ataques verbais e políticos dos nazis
contra ele e contra a escola, e nomeou Meyer com o seu sucessor.
É em 1929, com a crise económica mundial, que a Alemanha sofre um
forte bipolarização política, o que contribuiu para a ascensão do
movimento nazi. Com esta ascensão, aumentaram os ataques políticos
contra a Bauhaus e, em especial, contra Meyer, por ser ele próprio
comunista activo e o principal responsável para a ascensão da mesma
no interior da Bauhaus. Um ano mais tarde, foi demitido da direcção
da Bauhaus e nomeado como seu sucessor, o arquitecto Ludwig Mies
Van Der Rohe.
Com Mies Van der Rohe (iamgem ao lado) à frente da
direcção, o curso da arquitectura dominou a Bauhaus e proibiu toda
e qualquer actividade ou manifestação política. Mas já era tarde
de mais. Tal como em Weimar, os nazis ganharam o município de Dessau
e encerrarem a Bauhaus por considerarem ser "um esgoto nauseabundo
de ideais comunistas, cosmopolitas e judias".
Após o seu encerramento, tropas de assalto nazis apoderaram-se
do edifício da Bauhaus em Dessau, destruído tudo o que se encontrava
no seu interior e transformado-o numa escola bem mais sinistra:
A formação de funcionários do partido nazi.
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